Começamos dezembro dividido entre os que
amam este mês e os que definitivamente não gostam. Grupo A são os que amam,
grupo B são os que detestam. Nem faço parte do grupo A, nem do grupo B, faço
parte do grupo que vibra com a saída do décimo, mas que está um pouco acomodada.
Amo ver a família reunida, amo mais ainda ver que apesar da distância, todo
mundo continua do jeito que sempre foi. Adoro ver a mesa cheia e fico ansiosa
para saber o que a penca de primos que eu tenho anda fazendo de bom na vida.
Gosto de responder àquele tio que pergunta na frente de todos quando eu e meu
namorado vamos casar (depois que criei uma resposta à altura, ficou bem melhor)
mas ainda não preparei nada para caso alguém comente meus quilos a mais. Outra
coisa muito típica é aquela loucura de lojas abarrotadas de gente, shoppings
que fecham às 3 da manhã e pessoas comprando como se não houvesse amanhã. O
décimo já acaba aí e ninguém lembra que janeiro é mês de IPTU, IPVA, matricula,
pagar conselho de classe e etc. Tudo bem, se não for o fato de que também somos
bombardeados com receitas de uma deliciosa rabanada, um pernil suculento ou
qual a melhor simpatia para agarrar aquele boy magia incrível, ou conseguir
aquela promoção no trabalho. Jogamos no mar, e ao invés de tentar de fato
alguma coisa, deixamos que Iemanjá resolva.
Apesar de gostar do fim do ano, ele me deixa um pouco
nostálgica, sempre fico com saudades do que passou ou me lamento pelo que
deixei de fazer. Vivo uma relação bipolar com esta época. Amo e odeio. Mas de
toda forma eu preciso viver isso. Sou dessas que se permite fazer exame de
consciência, pois se essa época não existisse não seria possível minha
autoavaliação e consequentemente minha autocrítica, porque só assim eu
começarei com as boas e velhas promessas para o ano que vem. Perder uns quilos,
ser mais organizada, fazer uma pós graduação, conhecer um país, começar algo
novo, ler mais livros e abrir mais meus horizontes. Não quero nada muito diferente do que todo
mundo deseja para si.
E como não poderia deixar de ser deixei de ser a “presenteada”
para ser a ” presenteadora” oficial. Experimentem começar a trabalhar e escutar
as piadinhas dos irmãos e pais cobrando presentes exorbitantes de você.
Fim de ano para mim é isso, um dilema eterno. Mas não há
razão para que eu não queira viver tudo isso.
Desejo um Feliz Natal e um 2012 cheio de realizações.





Nossa, adorei seu texto...vc escreve super bem!! E ainda me identifiquei...tb nao sei o que dizer caso alguem pergunte o motivo de ter engordado e nessa epoca do ano fico meio assim...feliz e triste ao mesmo tempo, sinto uma angustia na virada...enfim! Esse tempo passa rapido demais!!
ResponderExcluirbeijos eboa semana, Claudinha
Tô em dúvida se foi vc ou eu q escreveu esse texto hehehehehe.
ResponderExcluirOh, eu tb nao aliso nas respostas às perguntas inconvenientes... eh o "quem fala o que quer, escuta o que não quer" (uiaaaa)
Bom fim de ano!!!
Muah :***
Agora compartilha a resposta à altura sobre o casamento, né?
ResponderExcluirrsrsrs
Obrigada pelos elogios meninas, realmente final do ano tem todo esse clichê mas acho importante viver essa época, afinal é um momento de bastante autocrítica não é? E Camila, a minha resposta geralmente é..."Eu pretendo fazer uma festa somente para 50 pessoas" kkkkk a pessoa brocha na hora porque na verdade não tá muito preocupada com o casamento em si, e sim com a festa. Fora quando eu digo que adoramos nossa vida de "solteiro". rsrsrs
ResponderExcluirTb me sinto assim.
ResponderExcluirSempre me culpo pelo que deixei de fazer, pensando q poderia ser mais, melhor.
Tb fico nessa relaçao bipolar, ainda mais hj q moro distante da minha familia.
Meus melhores natais foram até uns 14 anos ekto eu nao tinha mta consciencia do q era a vida de adulto.
Mas a gente vai levando, to trabalhando para q as coisas melhorem e se nao acreditar nisso nao sobra mto né? rs
Boas festas para vc e saiba q nao estas sozinha.
Beijooos!