Janeiro
é um mês muito importante para a indústria da moda, para os profissionais da moda,
para os empresários, imprensa, mas é infinitamente mais importante para você,
pessoa que não é da moda, que não conseguiu decorar o nome de todas as marcas e
coleções que desfilam nas passarelas do Piér Mauá no Rio e da Bienal em São Paulo. Afinal, por mais
bem resolvido que seu estilo seja, você precisa se acostumar pelo menos com o
que vai ver nas vitrines. Vi tricô, metalizados, tricô metalizado, veludo, pele sintética, mas acho que o que se sobressai perante tudo isso são os tecidos, a
moda ecologicamente correta. Tá todo mundo muito preocupado em fazer sua parte
e tornar a indústria da moda um celeiro de sustentabilidade, e transformar todo
aquele excesso, muitas vezes vistos nos desfiles, em algo brega, cafona. Pelo
menos foi isso que eu percebi, não como jornalista ou profissional especializado,
mas como consumidora.
Acompanho
diariamente a cobertura dos desfiles, pois informação nunca é demais e percebo
que existe uma preocupação intensa das marcas em deixar registrado na passarela
o que eles costumam chamar de DNA. O DNA é mais ou menos o denominador comum
que mesmo que não seja tão visível a olho nu, você consegue olhar para o que ta
sendo desfilado e imaginar na mesma hora de onde vem aquilo. Mas me corrijam se
eu estiver errada.
Outra
coisa bem interessante e que podemos observar claramente nas semanas de moda, e
dessa vez eu não vou falar em passarela, é todo o trabalho envolvido para fazer
com que tudo aquilo funcione. Semana de moda movimenta milhões, roupas daqui
vão parar e todos os lugares do mundo, não só porque o Brasil é a bola da vez,
mas porque muitas vezes eu vejo peças que são praticamente impossíveis de serem
usadas por aqui, mas isso é outra história. Empregos diretos e indiretos são
gerados nessas semanas, então não dá para achar que tudo isso é só uma
brincadeirinha fútil, como muito foi taxada.
Acho
que todo mundo deveria tirar um pouquinho de tempo e ver tudo isso acontecer, nem
que seja através do conforto do seu controle remoto. É uma aula de economia,
arte, negócios, planejamento, sustentabilidade, criação, história e claro, uma
amostra de que não há nada mais preconceituoso do que não reconhecer a
importância das semanas de moda.








Na verdade, o DNA da marca é o que faz a marca ficar conhecida, é aquela coisa que você bate o olho e diz: "Ah, Essa peça é da Juliana Jabour", por exemplo. Em tempos de muita oferta na moda, o DNA é importante pra diferenciar o seu produto dos demais. Olha esse link da Thais Losso que é mais esclarecedor... http://thaislosso.com.br/blog/2008/01/14/afinal-o-que-e-dna-de-uma-marca/
ResponderExcluirxo, Ian.